Como funciona o chip?
O microchip hoje pode ser considerado uma verdadeira “caixa preta”. Encontramos esse diminuto dispositivo por toda parte, mas simplesmente não sabemos como funcionam. Então, afinal, o que se passa dentro deles? Em primeiro lugar é preciso dizer que existem hoje milhares de tipos de microchips. Alguns são mais simples -- como os que fazem funcionar um relógio digital --, outros são mais complexos -- como o microproceTodos eles são bastante diferentes entre si, mas de modo geral podemos dizer que um microchip não passa de um circuito eletrônico miniaturizado. Esse circuito, por sua vez, é composto por diversos componentes eletrônicos, sendo capaz de realizar uma determinada função. O chip de um relógio digital, por exemplo, possui um circuito eletrônico capaz de “marcar” o tempo (com grande precisão), exibindo o horário corrente num visor. Já o chip de freios ABS contém um circuito eletrônico capaz de monitorar a rotação das rodas e impedir seu travamento.
Um microchip nada mais é do que um aglomerado de transistores (além de outros componentes eletrônicos menos importantes). Estão organizados de tal forma que a saída de um transistor controla outros transistores, que por sua vez controlam outros e assim por diante. Podem ser necessários diversos transistores interconectados para que se consiga realizar operações tão elementares como adicionar um mais um. Mas coloque-se transistores suficientes juntos de maneira apropriada e eles serão capazes de realizar operações complexas com grande velocidade (podem chavear milhões de vezes por segundo ou mais).
Graças às técnicas como a fotolitografia e o desenho assistido por computador (CAD), milhões de transistores e outros componentes eletrônicos, e toda sua interligação, podem ser arranjados em um circuito integrado do tamanho de um pequeno selo. Nessa escala, o custo de um único transistor é praticamente nulo -- cerca de centenas de milionésimos de centavo cada.
Com as antigas válvulas em miniatura, o maior número de dispositivos que se conseguia ligar em circuitos eletrônicos correspondia a uma densidade média de 1 elemento por cm3. Com o uso de dispositivos semicondutores, conseguiu-se colocar uma média de até 3 elementos por cm3. Atualmente, com o uso dos circuitos integrados, foi possível atingir a fantástica cifra de 30.000 elementos por cm3. Sem esse desenvolvimento tecnológico, que permitiu tal miniaturização dos circuitos eletrônicos, um moderno computador teria dimensões tão exageradas que sua construção seria inviável. Hoje os microchips estão por todo o lado. Tornaram-se uma “tecnologia invisível” que é parte de quase todo equipamento eletrônico. Não é possível ignorá-los. Pelo contrário, devemos entendê-los. Não podemos considerá-los “caixas pretas”, mágicas, que funcionam misteriosamente. Devemos compreender minimamente seu funcionamento, e saber que não existe mistério nenhum: o microchip é apenas mais uma das maravilhosas criações humanas.
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